terça-feira, 1 de abril de 2014

Tô carente. Sinto um vazio...
- Vazio? É fome.
Quero correr pra esquecer. E não, não é fome.
É vontade de ter um amor, alguém que me ame.
- Vai correr pra onde?
Correr, guria. Correr pra onde eu possa esquecer que sou gente
e que tenho um coração. E que ele bate. E ele quer.
E que talvez eu nunca tenha
Um amor, assim, que possa me ajudar
a compreender a vida!
Que me faça companhia nas horas em que eu quero deixar de ser eu.
E que me mostre que eu posso ser eu, e que está tudo bem, porque sempre terei com quem contar,
com quem caminhar,
pra onde voltar,
com quem desabafar
quem construir,
e com quem seguir, pro caminho que quisermos.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Voltando à escreviver

Depois de tanto tempo, eis que me lembro da existência desse Blog e da necessidade que tenho em escrever acontecimentos da minha vida, relatar meus pontos de vista, enfim...

Pois é! Muitas águas rolaram, muito sol brilhou, muitas coisas mudaram, minha cabeça pirou. Pirei. Pirei pra compreender muita coisa, pirei porque conclui que muitas das coisas em que acreditava antes era piração e entendi que vou continuar pirando e aí é que está o barato de tudo isso! É a graça da vida!
O meu "pirar" aqui, refere-se ao processo de entendimento, de flexibilidade, de transformação pelo qual passei e passo todos os dias para compreender melhor o mundo, as pessoas e a mim mesma.
É tão bom constatar o nosso crescimento como ser humano! Digo crescimento como ser humano no sentido de perceber o próprio erro e tentar mudar; de aceitar que nem sempre as coisas sairão como queremos, aceitar que as pessoas possuem ideais diferentes, veem o mundo de forma diferente, cada um de um jeito particular, e que a nós, só cabe respeitar (respeitar, sim, mas expondo nosso ponto de vista, sem omissão e sem brigas); aceitar o tempo, respeitá-lo, pois para transformar algo que queremos, precisamos de paciência e muita sabedoria.

Passei no vestibular da Fuvest para Obstetrícia em 2012! Me encontrei! Sou encantada pelo curso e já não me imagino seguindo outra coisa nesse momento.

Atuei como multiplicadora do Células de Transformação, um projeto lindíssimo de empoderamento social que tem como proposta fazer com que moradores de comunidades da zona norte de SP (Limão-Barra Funda, Peri Alto, Guarani-Brasilândia) transformem suas realidades juntos. Instigá-los à sonhar, a seguirem seus sonhos, à acreditarem que unidos e com vontade, tudo pode dar certo! 
Passei por um processo de crescimento, de descobrimento muito intenso dentro do Limão e com toda a turma do Células. Só consigo sentir uma imensa felicidade e gratidão por ter participado de algo tão maravilhoso. Tive contato com pessoas admiráveis, com garra, com vontade, que ajudam a transformar a vida de tantas pessoas que isso me inspira a ser uma pessoa mais forte e motivada a cada dia.

Ai, me apaixonei duas vezes! Paixões platônicas, como sempre, porque assim tem mais graça, haha. Com um eu achava que a paixão tinha potencial para deixar de ser platônica e se tornar algo real. Cheguei a achar que era correspondida. Tola! Mas eu não era correspondida e a paixão acabou para outra acender. Novamente apaixonada, me perdia em um dos sorrisos mais bonitos que já vi. Tola! O cara tem um namorado super fofo. São tão apaixonados que eu só consigo torcer para que eles sejam cada dia mais felizes, porque o que eu vi nos dois foi algo tão bonito e tão puro que além da invejinha boa, reafirmou a minha crença de que sim, o amor existe.
Eu e minhas tolices. Às vezes continuo confusa em relação ao que sinto pela pessoa do passado. Eu não sei o que é, mas sinto que não devo dar importância à essa questão. Acho que devo continuar deixando o tempo como encarregado de fazer o melhor (embora eu esteja meio revoltada com o tempo por ele não ter dado jeito nisso ainda, mas entendo que há processos lentos).

Por ora, é isso. Voltar a escrever aqui é muito bom! Estava lendo posts antigos e percebi como mudei. O que eu pensava, acreditava e até como eu escrevia antes, não faz mais parte do que sou hoje.

Que grande barato é a vida! Que grande barato é viver!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aqui estou novamente!
Ando relaxada demais... Não tenho feito praticamente nada do que realmente gosto. Chego cansada em casa e, mesmo quando tenho um tempinho pra mim, não sei o que acontece que acabo paralisando no tempo, não aproveitando umas das coisas que mais prezo, meu tempo comigo mesma.

Nada de mais está acontecendo, nenhuma novidade. Tenho passado os dias tentando ou esperando tomar ou ter tomado a decisão certa, fazer tudo dar certo, para que eu não me arrependa no futuro, para não perder tempo, para que... Não sei mais para quê. Talvez eu tenha medo de errar, eu não quero ser alguém frustrada, mas acredito que não se aprende muito sem os erros e os tropeços da vida. Ao mesmo tempo me sinto estagnada e não fazendo nada de importante, nada do que eu acho que deveria fazer.
Sinto-me tão nova e tão cheia de responsabilidades... Não que isso seja ruim, pois não é, mas é que estou crescendo e me tornando adulta e isso dá um medo... De um lado eu sei o que quero, mas do outro, tenho  dúvidas sobre se o que eu quero é realmente a minha vontade. Dá pra entender?! Estou cheias de dúvidas, sou um pouco contraditória, eu acho.

É ano de vestibular! Fiz inscrição em todos os vestibulares das universidades mais reconhecidas de São Paulo e me sinto na obrigação de passar em pelo menos um, mas com medo de não conseguir. Estou tão perto e tão longe de conseguir o que quero que tenho até medo da conquista, pois não sei o que vem depois, mas, com muito mais medo ainda de não conseguir. É muita pressão psicológica, por minha parte mesmo. Finjo estar tudo bem, e totalmente calma, mas não estou.
Ah...  Está tudo confuso... Acho que não estou conseguindo transmitir o que penso.
Vastas loucuras nesta cabeça oca de garota lunática.
Fico por aqui...
Beijos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nossa! Quanto tempo que não paro para organizar minhas idéias!... "Jogar meu introspectivo" para fora ...
Nada de mais aconteceu, nada de mais acontecendo.

Eu sempre tento me desafiar e fazer o que normalmente não faço ou tenho medo de fazer, como por exemplo: falar em público. Sou meio tímida, nunca gostei muito de falar em público, por isso de uns tempos para cá, tenho me desafiado à isso, enfrentando esse meu ''medo'', tentando acabar com ele e, tenho me surpreendido! Descobri que sempre que leio demais, pesquiso bastante sobre o assunto que terei que apresentar num seminário, eu me saio muito bem. Dá aquele friozinho na barriga no início, mas depois de uns dois minutos, eu consigo falar tudo sem muito nervosismo.

Tive apresentação do pré-tcc na etec semana passada. Três professores e mais umas vinte pessoas me olhando... Ah, quase morri! Confesso que não me preparei muito, não li o bastante, mas não foi de todo mal. No final do ano, me apresentarei melhor, dominando o assunto: "Logística reversa utilizando o lixo eletrônico como ferramenta para o descarte adequado. =D
Por mais que logística não seja a profissão que eu vou seguir, ter me desafiado à ir todas as tardes desde julho do ano passado para aquela escola técnica, tem feito-me bem. Quantas vezes pensei em desistir, pensando que era perda de tempo fazer uma coisa que eu não utilizarei no futuro -ignorância minha-!... Todo conhecimento é válido, tudo vale apena quando a alma não é pequena, disse o grandissíssimo Pessoa, e eu acredito nisso. Continuei, e por mais cansada que fique, chegando em casa tarde, dormindo pouco, eu não me arrependerei depois pensando em como seria se eu não tivesse saído.

Por isso, desafie-se em todos os momentos de sua vida. Quando pensar em desistir, pense mais um pouquinho, até ter certeza do que realmente quer. Não deixe o "e se" perseguir o seu futuro.
Desafie-se!
É o que estou fazendo...
Beijos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tiê - Se enamora

Uma música meio antiga, mas que eu acho linda, não canso de escutá-la. É tão fofa, e a voz da Tiê a deixou  ainda mais bonita.

Acordei não querendo levantar. Ensaiei pra sair da cama, deixar o cobertor nesse frio é torturante.

Peguei o trem às 06:42 com um funkeiro do meu lado sem os fones de ouvido. Típico deles. No pouco espaço que tinha ele ainda conseguia trocar de "música", piorando cada vez o nível e me deixando mais irritada. É, essa vida em sociedade... Cheguei a pensar em pedir para ele abaixar o volume ou desligar o celular, já que aquele ambiente proíbe o uso de aparelhos sonoros, mas não fiz isso. Nesse mundo em que vivemos, com tanta gente ignorante, agressiva, dá até medo de falar alguma coisa e...

Na aula de história hoje, levantaram a questão do sul e sudeste formar um país, já que praticamente "sustentam" todos os outros estados/cidades do Brasil. Não concordo com isso. Se muitos estados são pobres, não conseguem se desenvolver como os outros, é um problema gerado pela péssima administração do governo, o descaso para com a população que vive na miséria, com fome, sem estudo, muitos sem a menor expectativa de vida. Abandonados, esquecidos por todos aqueles que foram eleitos prometendo um futuro melhor, mas só se preocupam em comprar carros, apartamentos de luxo, aumentar os próprios salários. Cumprir com a palavra?! Ah, isso é muito difícil! 
Levantar uma hipótese dessa é loucura, porque mais da metade dos trabalhadores de São Paulo são nordestinos, os que praticamente construíram essa cidade, que tiveram que sair de sua terra natal e ainda saem para conseguir sobreviver. Pensar nisso, além de ignorância é egoísmo. 
Por que não cobrar mais do governo? Exigir melhorias no país e não só em algumas regiões, fazer passeatas, reivindicações. 
A nação brasileira está muito acomodada. Tantos por aí fazem guerra por pouca coisa, mas, lutar pelo bem geral, por algo que realmente merece atenção, puff! Esquece, nem pensar!...
Quero pensar/acreditar que um dia esse comodismo irá acabar, que as pessoas serão mais unidas, que se preocuparão com o próximo, em fazer desse Brasil, um país em que sonhos viram realidade. Um país sem gente passando fome, sem analfabetos, sem violência, todos com emprego, moradia, vivendo bem.
Ah, pode ser um pensamento meio ilusório, talvez as pessoas não evoluam a esse ponto, mas mesmo assim eu ainda acredito que um dia isso possa acontecer, porque eu com certeza farei a minha parte.

Pronto, desabafei um pouquinho.
Minhas mãos estão congelando, estou meio resfriada e o sono daqui a pouco vem.
Fico por aqui, um beijo a todos.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quando acreditava que tudo tinha passado, que eu não voltaria a sentir aquele amargo na boca, aquele aperto no peito, eis que volta tudo outra vez.
Eu sei o nome disso: mente vazia, nada mais além disso.
Não é paixão, muito menos amor. Só não sei o porque disso novamente, dessa pequena saudade vazia ou o vazio, pensando que é saudade, atormentando meus pensamentos.




terça-feira, 3 de maio de 2011

Estou cansada desse mundo, com tantas pessoas falsas, que agem só por interesse, tantas pessoas arrogantes, hipócritas, dissimuladas. Cansada da falta de gentileza, de educação, de humanismo.
Cansada de sentir falta de alguém que eu nem sei se existe, porque, talvez, ele tenha sido só uma idealização da minha mente. Cansada de me sentir tão cansada.
Queria mudar tudo isso, e esse sentimento de  impotência, é o que mais me cansa.

Pouca imaginação agora. As palavras fogem da minha cabeça e os assuntos também, então, paro por aqui.
Beijos.

Meus amigos

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho os meus amigos não pela pele nem outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito ou os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco!
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e a outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto.
E velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
Nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão estéril.



Escutei esse poema ontem e me apaixonei! É tudo o que eu quero também...

domingo, 3 de abril de 2011

Uma contradição, ou não...

A garota é tímida, meio calada. Não se preocupa muito com o que acham dela.
Paciente, irritada, irritante, meiga, fria, chata, legal, conselheira, imbecil, infantil, adulta, boazinha até demais (as vezes) ...

Os que não a conhecem direito, acham-na ingênua demais, ou burra demais, ou metida demais, ou qualquer outra coisa em excesso. Ou em falta.
Mas ela tem um bom coração sim. É sonhadora, quer um mundo melhor para todos.
Ela se recusa, faz hora e vai na valsa, assim, sem nenhum roteiro ou tática. E ai de quem for contra e tentar mudá-la ou  criticá-la. Ela ficava furiosa! Esbraveja, saracotea, faz birra como criança mimada. Mas daí, começa a pensar se não é ela quem está errada mesmo ou a pessoa que despertou a fúria nela. E aí... Fica transtornada. Sai questionando seus amigos, fazendo sua enquete para tirar as suas dúvidas mais aterradoras.
É de um exagero que só. Sabe que não pode agradar a todos e nem quer isso na verdade, mas quando ''encasqueta'' com uma coisa, é difícil de tirar da cabeça.

Família, amigos, música, cinema, teatro, livros e qualquer outra coisa relacionada a arte ou a natureza é o que lhe conforta. Transportam a pequena medrosa, quando está no ápice de sua loucura, para um mundo melhor, um mundo que a faz ser melhor e a querer transmitir o vírus da felicidade em todos os corações.

Assim é a garota. Cheia de manias, de gostos peculiares, complicada e nada perfeitinha.
Perfeição não existe mesmo, e ela não está nem aí para isso. É só uma garota, toda contraditória, que tem muitas dúvidas, mas várias certezas. E que vive.. apenas vive, esperando não estar ou ficar estagnada no tempo, deixando as oportunidades passarem.
E eu?... Eu vou continuar tentando ajudá-la, tentando manter o controle dessa menina neurótica, que tropeça, mas que também aprende a cada dia, com esse vasto mundo louco...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pequeno Diálogo:
-Angel, por que os garotos preferem as outras a mim?
-Porque eles se contentam com pouco, e você é muito.

Amigos... Naquele dia chato, numa fase não tão boa, eles estão lá, sempre dando força, mesmo que contando uma mentirinha para alegrar... Estão também sempre nos dias alegres, compartilhando, dividindo os bons momentos conosco, aumentando nossa felicidade.
Eu amo os meus amigos! Tenho ciúmes de cada um deles e uma gratidão muito grande, por sempre me ouvirem, por sempre estarem ao meu lado quando preciso, por me fazerem dar tanta risada...

Vocês fazem minha vida ser muito melhor, amo vocês!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pensamentos soltos

Com uma garrafinha de vodca na mão, lendo Tabacaria, de Fernando Pessoa e, pensando na vida... na minha vida, procurando organizar meus pensamentos.

Mudei de escola. Sinto-me um peixe fora d'água, um ser de outro mundo tentando se adaptar ao novo, ao desconhecido. Saudades da escola antiga...
Não tenho a menor vocação para me enturmar! Quero que passe essa fase de escola logo e que venha a faculdade. Nunca quis viver a frente do meu tempo, ser mais velha, fazer coisas que a minha idade "não permite", etc., mas sempre imaginei como seria a minha vida adulta... Tenho vontade de saber como tudo vai ser, de como eu serei como profissional, como uma mulher, respondendo totalmente pelos meus atos.

 Engraçada a vida, não?! Engraçada, irônica, debochada, vingativa... E ainda assim, é lindo viver! Viver é algo sublime, encantador. Só vivendo é que podemos sentir os melhores sentimentos, os piores também... Saciar o doce, o amargo... Só vivendo!
Medo, alegria, tristeza, euforia, nervosismo, paixão... Não sei o que seria não viver, não sentir, não ser quem sou nem conhecer o que conheço, as pessoas maravilhosas que eu conheço.
Eu não faço sentido, as coisas que eu digo e escrevo não fazem muito sentido, rs. São só pensamentos soltos na minha cabeça, que eu vou costurando...

Aniversário da minha irmã hoje. 14 anos! Ainda lembro dela pequenininha, puxando meu cabelo, sempre brigando comigo, eu sempre a culpada, a vilã, rs. De uns tempos para cá, estamos mais amigas, com direito até a  abraços... é incrível! Como o tempo faz as coisas mudarem...

Ah!... Estou com tanta coisa na minha cabeça! Acordar 05:00 todos os dias está sendo puxado. Pegar trem lotado não é fácil! Só tenho vontade de dormir e comer... e me preparar pro vestibular também, o que me deixa à mil!

Desabafei um pouco no meu Divã...
Permaneço aqui, neste vasto mundo louco, nesta vida breve e surpreendente...
É...
Beijos'

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Amor Platônico

 Letra linda da Legião Urbana (como todas as outras)! Nunca escutei na voz do Renato Russo... Na verdade nunca escutei ninguém cantando ela, mas... é linda!
Amor Platônico
Eu sou apenas alguém
Ou até mesmo ninguém
Talvez alguém invisível
Que a admira a distância
Sem a menor esperança
De um dia tornar-me visível
E você?
Você é o motivo
Do meu amanhecer
E a minha angústia
Ao anoitecer
Você é o brinquedo caro
E eu a criança pobre
O menino solitário que quer ter o que não pode
Dono de um amor sublime
Mas culpado por querê-la
Como quem a olha na vitrine
Mas jamais poderá tê-la
Eu sei de todas as suas tristezas
E alegrias
Mas você nada sabes
Nem da minha fraqueza
Nem da minha covardia
Nem sequer que eu existo
E como um filme banal
Entre o figurante e a atriz principal
Meu papel era irrelevante
Para contracenar
No final

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

É desumano...

Estava lembrando do dia em que saí com uma amiga e um mendigo nos parou na praça da Sé para pedir um pouco do salgadinho que segurávamos. O pacote só tinha farelo... Ele aceitou mesmo assim e ficou todo feliz,  sorrio e agradeceu...
Fiquei pensando nesse episódio e bateu uma tristeza... É horrível pensar que muita gente não tem o que comer, onde morar e nem o que vestir direito. Penso em quando isso vai acabar e se vai acabar um dia.
Tanta gente fútil, arrogante, egocêntrica por aí, que não dão valor as coisas que tem, enquanto outros  ficam felizes ao receber apenas, migalhas...
Tem muita gente também que adora ver a dor do outro. Parece se divertir, como se fosse uma grande realização. Enquanto não vê aquela pessoa infeliz, ela não está contente. Como pode isso?!
Se cada pessoa ajudasse outra, o mundo seria muito melhor. Se não existisse tantos desonestos, tanta roubalheira do governo, se as pessoas estivessem realmente empenhadas em ajudar, em melhorar essa situação triste do país e, não só do país, como do mundo também, com certeza não existiria tantos infelizes jogados a margem da sociedade como existe hoje.
Fico por aqui...
Beijos'

domingo, 23 de janeiro de 2011

Em constante mudança

Comecinho de ano... É como se ainda estivesse acordando de um sono pesado depois de um longo e cansativo dia de trabalho. O primeiro mês do ano é sempre esperançoso, preguiçoso, cauteloso e inspirador para mim... É quando eu traço todos os planos do ano, penso em todas as coisas boas que eu quero que aconteça... Talvez seja o encontro da garota indecisa, medrosa e tantos outros adjetivos não tão legais assim, em encontro com a  garota decidida, destemida, e mais outros tantos adjetivos positivos.
Creio que somos sensações, sentimentos e emoções, tudo junto, e as vezes não conseguimos controlá-los. Temos partes de nós mesmos perdidas por aí, que a gente nem sabe que existe. Temos aquelas que conhecemos e gostamos, aquelas que conhecemos e não gostamos e essas, que estão perdidas por aí, e sempre que encontramos ou passamos a conhecê-las melhor, dependendo da ''parte'' encontrada, a gente cresce, amadurece, nos transformamos em algo melhor, que antes não sabíamos que existia. Acho que essas partes da gente sempre existiram dentro de nós, só não tinham aflorado ainda. Digo isso porque é incrível o processo de transformação de pessoas que estão sofrendo muito por algum motivo, revoltadas com alguma coisa, iradas mesmo, com tudo dando errado e o mundo desabando em cima de suas cabeças, levando-as para um buraco negro, quando de repente... Bum! Tudo muda... Ou por ouvir uma frase confortante ou escutar uma música, ou ler um livro, ver um amigo, ou até mesmo um filme, essa pessoa decide mudar. Com motivos para chorar, se trancar no quarto, achar que é a vítima, que nada está dando certo, privando-se da vida, ela encontra forças para seguir em frente, para viver, para aprender com os erros e a dor a ser uma pessoa melhor e mais forte. 
Tenho orgulho e admiração dessas pessoas e tento ser como elas... Encontrando as minhas partes melhores e crescendo como pessoa.
Por mais que façamos planos, muita coisa pode dar errado até chegarmos onde queremos, só não podemos deixar que se perca a vontade de fazer planos e mais planos para atingir nosso objetivo, nossa vitória, nosso verdadeiro sonho, pois o mais legal antes do sonho realizado é o que a gente fez para chegar até ele, ver que não desistimos e insistimos, acreditamos em nós mesmos... Isso com certeza, é o mais bacana!
O que tem me feito refletir bastante sobre a vida é o livro que estou lendo, " Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, que com muita sabedoria, está me fazendo parar, pensar e pensar ainda mais sobre a humanidade. Tem um trecho atrás do livro que eu gostei bastante, que diz: Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, face à pressão dos tempos e ao que se perdeu - "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que nós somos".
Somos uma coisa que não tem nome... Talvez porque não somos uma coisa só, um elemento preenchido ou não e ponto final... Somos a constante mudança, o aprimoramento. Não podemos ser definidos, pois não se define o que não se conhece por inteiro, e essa definição talvez, nunca aconteça.

Fico por aqui, com meus pensamentos, confabulando comigo mesma. Não sei se esse post tem algum sentido, mas... depois de tanto tempo sem parar para por minhas idéias para fora, foi bom escrever.
Beijos'



 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Expectativas

Engraçado como em todo final de ano sempre bate aquela sensação meio chata. Lembro do que aconteceu no decorrer do ano, coisas que fiz, que deixei de fazer... mas também mentalizo coisas boas, tento ser otimista para que o novo ano seja muito melhor.

Estou uma pilha de nervos! Com pouca paciência, me estressando muito fácil, com coisas pequenas... Não estou saindo muito, fico em casa a maior parte do meu tempo, talvez seja esse o motivo. Também tem a escola, o curso, vestibular no final do ano... Fico pensando muito nisso. Quero entrar numa boa faculdade em 2012 e por mais que eu tente pensar no melhor, sempre aparece aquele anjinho mal, criando dúvida na minha cabeça: ''Será que você consegue''?!, ''E se você não conseguir esse ano''?! Ah! Mistura de sentimentos e sensações... explosões na minha cabeça... não só na cabeça, com meus atos também.
Tenho muitas expectativas para esse ano! Com certeza será um bom ano. Precisa ser um bom ano!...
01/01/2011... Que 2011 seja um ano maravilhoso para todos nós!


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Olhos vazios e a Bienal







Às vezes eu ando sem observar nada. Esvazio meus olhos e saio andando... Sei aonde vou e o que vou fazer, mas é como se por alguns minutos minha mente se desligasse de tudo que está a minha volta. Eu não presto atenção nas pessoas, nos carros que estão passando, em absolutamente nada. Fico só imaginando coisas, recordando alguns momentos... Entro em transe, e tudo se torna tão inofensivo... Não sinto medo nenhum. Uma força toma conta de mim e sinto-me grande, destemida, pronta para vencer qualquer obstáculo, conseguir qualquer coisa que eu queira. Quando desperto, volto a ser eu, com meus medos, meus sentimentos guardados, recolhidos, meu tédio!...

Sexta-feira, dia 10/12, saí com minha amiga. Fomos ao Ibirapuera, ver a Bienal. Chegamos na Av. Paulista e ao invés de descermos a Brigadeiro Luís Antônio, andamos reto... Paramos nas Clínicas, quando desconfiamos que estávamos no caminho errado.
Foi cansativo. O sol estava forte e levamos mais de uma hora para chegar ao nosso destino, mas a recompensa foi ótima! O banho de arte e cultura que tivemos foi maravilhoso! Um lugar incrível, cheio de obras interessantíssimas, que me fez parar e refletir sobre a sociedade, a política, a fé.
O guia que nos acompanhou era muito inteligente e bonito também, confesso. O olhar tímido dele era muito fofo, lembrou-me um olhar em particular...
Quando já íamos sair do parque, um Argentino perguntou as horas pra gente. Respondi e pedi para que ele tirasse uma foto da minha amiga e eu, abraçando uma árvore. Ele foi educado, perguntou nossos nomes, apresentou-se e quando minha amiga perguntou de onde ele era, ele hesitou em responder, como se fosse algo de outro mundo. Baixinho, disse: "Buenos Aires, vocês tem alguma coisa contra? É que muita gente não gosta..."
Eu respondi rindo: "Não, só quando joga com o Brasil!"
Ele sorrio e comentei sobre a minha amiga, que teria ido com a gente se não estivesse gripada. O hermano foi gentil, desejou melhoras para ela e perguntou se podia caminhar conosco. Já era tarde pra nós, estávamos indo embora, então, nos despedimos e saímos.
Foi um dia muito bom, só faltou a Becca pra rir com a gente.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Recuperação. Nunca tinha precisado de recuperação para passar de ano, e agora... fiquei com duas matérias pendentes: matemática e desenho geométrico. Nunca fui muito boa com cálculos, sou meio burrinha pra isso, mas nesse bimestre cometi absurdos nas provas...

Sábado, fui com minha amiga ao teatro assistir à peça: "Eu sei que vou te amar", na qual ele contracenou. Senti um certo frio na barriga, afinal, foi a primeira vez que o vi depois de 4 meses. Gostei da peça. Falava sobre separações de casais, -meio irônico, né?!-, um jogando na cara do outro os problemas conjugais que os levaram a separação e os extra-conjugais também. Foi interessante!...
Chegamos meio atrasadas, bem em cima da hora, e sentamos na fileira da frente. Em um momento na peça ele se sentou na minha frente, mas não consegui encará-lo, meus olhos fugiram. Sinceramente, não sei se me viu, não tenho certeza.
Queria ter parabenizado ele pela atuação, mas não tive coragem. Fiquei imaginando dar um abraço nele e em como ele reagiria... Acho que pensaria que eu sou maluca. Não sei se seria uma boa idéia, não sei se ele gostaria. Saí de lá tentando fugir, tentando não esbarrar com ele na saída, mas ainda assim, queria que tivesse me visto e vindo até mim, me cumprimentar, bastaria um ''Oi''... queria, mas não esperei que isso acontecesse.
Sensação estranha depois disso... eu e minhas sensações! Qualquer dia enlouqueço de vez.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Afetada

É... férias! Pelo menos no curso...
Fechamos o semestre no curso com um seminário sobre Plano de Negócios... Ôh coisinha chata e complicada de fazer! Tive até dor de cabeça, mas como dizia Pessoa: "Tudo vale apena se a alma não é pequena".

Acordei com terçol... Esse ano pela primeira vez tive conjuntivite e foi horrível! Acordar com os olhos fechados é tão estranho, agoniante... e agora isso! Estou parecendo aqueles cachorros que tem os olhos caídos, os Neapolitan Mastiff, e, ao mesmo tempo o Will Smith em ''Hitch'', quando a alergia dele aparece. É, estou mais linda que nunca!


sábado, 27 de novembro de 2010

Minha consciência?!

É engraçado cumprimentar pessoas com quem não temos muito contato. Eu pelo menos acho engraçado... e constrangedor também.
Chego para dar um abraço de leve numa pessoa e sinto que ela me puxa, mas mantenho uma distância considerável. Sei lá por que mudo de idéia logo no final do abraço, aí sou eu quem puxa a pessoa mais pra perto... Fica aquele abraço mal dado, meio forçado. Eu não me entendo. Talvez seja um pouco do meu lado anti-social, lutando com o meu lado simpática.

Essa semana houve uma mudança em meu interior. Uma pequena mudança...
Não estava muito bem, coisas da natureza feminina e... um acontecimento meio desagradável fez com que eu ficasse chateada. Quando cheguei em casa, desabei de vez. Foi só pensar naquela pessoa e ... Puft, desmoronei!
Liguei para a mamis, soluçando de tanto chorar. Ela como sempre, falou comigo com aquela voz calma, paciente, atenciosa. Disse-me tantas coisas boas... falou com o meu coração e acho que a minha cabeça resolveu escutá-la. Fiquei mais leve depois da nossa conversa e resolvi dar uma chance a mim mesma. Continuar pensando em quem não pensa, nem sente o mesmo pela gente, não vale a pena. Sempre sabemos que não vale a pena... o difícil é tirá-la da nossa cabeça.
Ele já não está tão presente nos meus pensamentos...
Glória! Estou me curando...