domingo, 31 de outubro de 2010

Ui! Que medo!!!





"Hoje é dia das bruxas.
Que todos os feitiços se virem contra os feiticeiros, e que dos nossos corações só brotem as poções de cura e amor"!
Os guris aqui do condomínio levaram a sério o halloween esse ano. Doces ou travessuras foi o que mais se ouviu aqui hoje. Minha irmã vestiu-se a caráter e saiu ''tocando o terror''...
Domingo. Minha mãe e irmã foram almoçar fora. Não fui porque hoje não sou boa companhia. Nem sei se sou uma boa companhia para as pessoas. Estou me sentindo chata e insuportável. Preciso de férias do mundo, ou só de mim mesma. Fugir da realidade...
Não sei como consigo manter meus amigos, porque as vezes eu sou tão... cansativa e tediosa, que fico irritada comigo.
Minha mãe deve me amar muito, me atura desde que nasci...

"Me sinto feliz por sorrisos de amigos, vê-los completos me completa também... mas algo falta, algo muito grande falta, e essa falta, dói." Trecho do Blog 'Dia após o outro'... descreveu o que sinto.

E essa ausência da sua presença.
E essa sua presença constante na minha cabeça.
E essa saudade que não passa.


sábado, 30 de outubro de 2010

Adoro...

Dia de diversão hoje! Sai com minhas amigas, assistimos "Gente grande" no cinema, o filme é bizarro, demos bastante risada! Teve yakissoba, livros, sensação chata, porque não fizemos o que pretendíamos, teve artesanato de hippie (eu acho que eram hippies) e um pouco de chuva... Adorei!
Teve também aquela sensação estranha que eu não consigo explicar, mas deixemos para lá.
Ah! Sou completamente apaixonada pela série One Tree Hill. Desde que assisti o primeiro capítulo, me encantei. Não sei explicar, mas de certa forma mexe com meu emocional. Talvez eu tenha tornado-me tão sentimental devido ao seriado, é hilário, mas é o que eu acho.
Vejo vida e verdade nas interpretações. Os atores se entregam aos personagens e acho isso bárbaro, muito bem feito, não é algo forçado.
Abaixo, uma das cenas mais bonitas que eu já assisti da série. Sempre fico emocionada!
Fizeram algumas montagens com a cena, mas continuou bonita...

Pena que não colocaram legenda em português...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

*.*

O desenho da Becca lembrou-me um pequeno poema do Chico Buarque: "Guarda-Me, Como a Menina dos seus Olhos. Ela é a Tal, Sei que Ela pode ser Mil, Mas não existe outra igual."
Lindinhooo'
Todas as minhas amigas são artistas... É fato!

Nem tudo tem explicação...


Mania de Explicação

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.

Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.

As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.

Solidão é uma ilha com saudade de barco.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.

Pouco é menos da metade.

Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.

Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Renúncia é um não que não queria ser ele.

Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.

Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.

Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.

Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.

Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.

Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.

Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.

Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.

Desatino é um desataque de prudência.

Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Emoção é um tango que ainda não foi feito.

Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Desejo é uma boca com sede.

Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.

Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.

Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.

As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá, explicando, sozinha.

Solidão é uma ilha com saudade de barco.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.

Pouco é menos da metade.

Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.

Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Agonia é quando o maestro de você se perde completamente. Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Renúncia é um não que não queria ser ele.

Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.

Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.

Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.

Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.

Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.

Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.

Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.

Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.

Desatino é um desataque de prudência.

Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Emoção é um tango que ainda não foi feito.

Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Desejo é uma boca com sede.

Paixão é quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... Também não. É um desadoro... Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.
Adriana Falcão.

domingo, 24 de outubro de 2010

Feira Cultural





Ontem teve Feira Cultural na escola. As salas estavam todas arrumadas, cada uma representando um país, alguns alunos caracterizados... Foi bonito!
A minha sala representou o Japão e eu entrei no clima... Coloquei peruca azul, saia xadrez, estava totalmente diferente. Alguns riram da minha cara, outros acharam bonito o "meu jeito diferente", no fim das contas eu me diverti. Meus amigos estavam lá e eu me senti bem.

sábado, 23 de outubro de 2010

Por um equilíbrio

Penso que a maioria das pessoas só procuram por uma religião quando estão com problemas. Nada está dando muito certo e sentem a necessidade de ter fé, de acreditar que ''um ser superior'' olha por ele e que não está só. Comigo não foi tão diferente...
Minha mãe é budista desde 2007 e eu não tinha interesse nenhum em tornar-me também. Ela sempre me chamava para as reuniões, mas eu só ia para acompanhá-la, não tinha vontade de tentar entender alguma coisa sobre o assunto. No final de Julho desse ano, por estar um pouco triste e não saber o que fazer para melhorar, sentei na frente do Gohonzon (oratório) e comecei a fazer Daimoku (a oração), recitando o Nam-Myoho-Rengue-Kyo.
Nam - derivado do sâncrito Namas, significa "devotar a própria vida";

Myoho-rengue-kyo - título do Sutra de Lótus, em japonês, o principal ensino do Buda Sakyamuni;
Myo - significa místico, não no sentido de milagre, mas indicando que o mistério da vida é de inimaginável profundidade e, portanto, além da compreensão do homem;
Ho - significa lei. A natureza da vida é tão mística e profunda que transcende o âmbito do conhecimento humano.
Em suma, Myoho significa Lei Mística, que é a realidade imutável e essencial de todos os fenômenos. É a lei que regula cada espécie da vida. Ninguém pode nascer como adulto nem escapar desse ciclo.
Rengue - significa flor de lótus, que simboliza a simultaneidade de causa e efeito, pois a flor e a semente germinam ao mesmo tempo. O budismo esclarece que todos os fenômenos do universo são regidos por essa lei. Portanto, a condição da vida presente é o efeito das causas acumuladas no passado e as ações do presente criam causas para o futuro.
Kyo - significa sutra ou ensino do Buda, que é eterno. Propaga-se pelas três existências da vida - passado, presente e futuro - transcendendo as condições mutáveis do mundo físico e do ciclo de nascimento e morte.
Acredito que escolhi o Budismo não só por estar com problemas, ou a minha mãe já praticar, mas por entender que a minha felicidade só depende de mim, do meu esforço e que eu posso ter tudo o que quiser, basta acreditar, tendo sempre pensamentos positivos na minha cabeça, porque pensar no melhor atrai o melhor.
As pessoas costumam dizer "Se Deus quiser", mas eu acredito que cada um de nós somos um Deus, pois para alcançar um objetivo dependemos exclusivamente da força de vontade e determinação. No caso do budista dependemos do Daimoku também.
Não domino o assunto, sou novata ainda, mas ser budista tem feito-me bem. É uma linda filosofia.
Bom, é isso...
Beijos'