sábado, 16 de outubro de 2010

Tormenta

Arrumando a bagunça que fiz no armário de livros, encontrei um poema que a minha amiga Jéssica e eu escrevemos. Foi para um trabalho de Literatura e nos baseamos nos poetas simbolistas.

Tormenta
Era quente, era amargo
Com aquele doce abraço,
Me perdia em devaneios.

Constelações cobriram os meus olhos,
A claridade quase me cegara
Mas forcei-me para continuar vendo
Toda sua graciosidade e Beleza!

Óh! E que Beleza!
Ainda penso que humana não era.
Seu hálito me estonteava
E seus olhos... me paralizavam.

Inconsciente da dor que me causara,
Aquela linda criatura agora se afastava
Como uma fênix que rápido se desfaz em cinzas
Sumiu sem deixar sequer uma pista

E como uma explosão de segundos
Uma tristeza em meu coração bateu
Percebi que Canova descrevera
Meus desejos mais agudos...

Acordava agora para a realidade
Medíocre e cega Realidade!
Tudo não passara de um
Inalcançável sonho.

03/03/2010 - Jéssica e Quézia




Manutenção e conserto

Essa semana foi a menos cansativa dos últimos 2 meses para mim, mas continuo com aquela dorzinha, aquela agonia no peito...
Sem curso, só fui à escola dois dias na semana, participei de um Sarau, (ou melhor, eu tentei). Algumas pessoas da sala de aula, inclusive a minha amiga e eu, nos comprometemos a cantar novamente a música Sampa (mesma música interpretada por nós no dia da apresentação da Semana de Arte Moderna). Ninguém além da gente apareceu para cantar a bendita. Nós não somos cantoras, eu não tenho talento para isso... minha voz é totalmente desafinada! Mas no fim conseguimos ajuda. Nossos queridos professores nos ajudaram a diminuir aquele King Kong cantado com a gente, (eu só mexi a boca). Teve muita poesia, muita música, foi divertido.
Saí no dias das crianças com a minha família :D. Acho que criança deveria ser um estado de espírito e não uma fase da vida... Fomos assistir "Comer, Rezar, Amar". Lindo filme *.* Me emocionei bastante!
Assisti Tropa de Elite 2 também. Apesar de ser uma obra de ''ficção'', retrata a verdade nua e crua da polícia, da política no Brasil. Gostei muito!
Se eu pudesse estaria todos os dias no cinema. Já pensei em fazer faculdade de cinema... Quem sabe depois da de medicina eu não faça também. O modo como tudo é feito, tudo é preparado para um filme, me impressiona.
Ousei. Cortei meu cabelo, estilo chanel! Óh! e que ousadia!!! É que sempre tive cabelo comprido, e pensei que uma mudança agora seria boa para a minha auto estima. E até que está sendo mesmo... Várias pessoas me elogiaram, disseram que eu fiquei mais bonita, que gostaram do corte em mim... Foi uma grande transformação. Fiquei feliz! Uma das coisas que preciso agora é de elogio.
Quando estou indo para o curso sempre vejo um casal tão apaixonado... Acho que ele é mais velho, deve ter uns 60 anos e ela uns 57. Andam de mãos dadas, abraçam-se, beijam-se... É bonito de ver. Estão sempre juntos e alegres, parece que conhecem-se há anos. É fofo!
Ainda penso nele. Penso muito nele! Queria tanto que... Queria saber se pensa em mim de vez em quando, ou sente falta... Acho que não, mas só queria ter certeza. Ter certeza para quê?! É meio complicado me entender as vezes.
"-Você quer terminar comigo? -Não, é quase isso... eu quero dar um tempo", "-Eu preciso falar com você... -Fala, pode falar!... -É que é meio difícil, eu não sei se vai ser bom ou ruim pra você, mas eu quero romper"... "-Você não sente mais nada por mim?" "-Só amizade".
Esses trechos de duas conversas que tivemos insistem em permanecer na minha cabeça e eu não consigo esquecê-lo. Foi tudo tão rápido e ... acabou!
Queria acordar e ver que tudo o que estou sentindo, que a distância, o término, não passa de um sonho ruim.
Tenho que me conformar, mas está difícil.
Estou em manutenção...
Beijos'



domingo, 10 de outubro de 2010

Penso nisso, choro por aquilo...

Assisti "Um olhar do Paraíso" hoje e me emocionei bastante. Já tinha assistido antes no cinema mas foi diferente dessa vez. Fez-me pensar na vida, na morte, nas pessoas, no mistério que há nisso tudo. Num instante você está vivo, feliz, tem o emprego dos seus sonhos, uma família maravilhosa, acabou de conhecer o amor da sua vida, tudo está dando certo, quando de repente... Puft! A vida é uma droga e você morre!
Não importa o jeito, a maneira como tudo aconteceu, o fato é que a vida acabou e talvez você não tenha realizado tudo o que queria, não ouviu a sua música preferida pela última vez, não telefonou para aquele velho amigo, não disse a pessoa que ama o quanto ela é importante na sua vida, etc. Deixou para trás pessoas queridas, que vão sentir um vazio imenso com a sua ausência.
Ter que seguir em frente sem a pessoa que amamos... Difícil, muitas vezes é até cruel... Acho triste demais. Ainda não passei por essa situação, de perder um ente querido... Não posso dizer como é essa dor, afinal, nunca a senti, mas eu imagino... Talvez tenha chegado bem perto dela... (Tudo bem, tudo bem, não serei mais patética)!
Tenho medo de morrer sem realizar tudo o que quero. Tenho tantas vontades, tantos sonhos... Seria com certeza uma droga!
Quando assisto a um drama ou um romance, na maioria das vezes eu choro. É como se por uns instantes eu fizesse parte daquela história, fico emocionada de verdade. Sou uma chorona! Choro assistindo filmes, choro quando tenho medo, quando tiro nota baixa na prova(eu sei, é ridículo), choro por não entender a razão de alguma coisa ou justamente por entendê-la, choro quando me tratam mal... Choro em qualquer lugar, sem me importar com quem esteja vendo. Demonstro tudo o que sinto, queria poder mudar isso.
Deixo uma dica: Faça tudo o que tiver vontade, não tenha medo de demonstrar seu afeto, de dizer o que sente. Não espere o amanhã, talvez a gente nem o tenha...
A vida é tão rara...
Fico por aqui...
Beijos'


sábado, 9 de outubro de 2010

Últimos acontecimentos...






Frio, nublado e nostálgico. Palavras do meu dia hoje.
Ontem estava um céu tão bonito, um azul clarinho... do jeito que eu gosto. Peguei o trem, animada por não estar chovendo. Quando de repente tudo parou e eis que surge a voz do maquinista: "Estamos esperando o restabelecimento da energia elétrica." AAAh! Ficamos por uns 10 minutos sem ar- condicionado, todo mundo naquele ambiente abafado... Chato!
Participarei de uma peça baseada no livro: "O Monge e o Executivo" no meu curso. Não irei atuar, (apesar de querer), mas vou ajudar com idéias para a criação do cenário, organizar as coisas, etc.
Dia 30/09 houve uma apresentação dos segundos anos lá no colégio. Minha turma ficou com o tema da Semana de Arte Moderna (1922). Arrumamos a sala de aula com direito a palco, tapete vermelho, cadeiras numeradas... Tentamos transformar o ambiente para que as pessoas que lá entrassem sentissem-se realmente na Semana de Arte Moderna. Teve uma pequena encenação da peça ''A Moratória'', cantamos "Sampa" de Caetano Veloso, eu recitei "Os Sapos", de Manuel Bandeira e outros dois colegas recitaram "Ode ao Burguês", de Mário de Andrade e "Poética", também de Manuel Bandeira.
Gravei o poema. Fiquei repetindo várias vezes para os meus amigos ( que paciência eles tiveram)! Apresentei 4 vezes, duas delas esqueci completamente a sequência do poema. Fiquei parada por uns segundos tentando relembrar. A sala estava cheia, todos os olhares voltados para mim... Foram os segundos mais demorados da minha vida! Mas foi uma boa experiência... gostei bastante!
Bom, é isso...
Beijos'


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Revoltante...

Sofri na volta para casa com a forte chuva hoje. Fiquei encharcada! A Celso Garcia estava totalmente alagada, os bueiros transbordando, cheios de lixo... Retrato triste da cidade de São Paulo. Culpa das pessoas que tem uma péssima educação e jogam lixo nas ruas e da prefeitura que não faz a limpeza dos bueiros.
Sempre vejo pessoas jogando papéis, garrafinhas, latas, etc., pela janela do ônibus, do carro... Outras, caminhando com uma sacola na mão e jogando o lixo no chão... A mão vai cair se fizer o que é certo?! O que custa guardar aquela latinha, aquele papel, na sacola para descartar na lixeira de sua casa? É difícil conviver com o ser humano, viu?! Todos reclamam da sujeira, mas agir como gente, fazer o que é certo, poucos fazem.
Ninguém está pensando no planeta, no ecossistema, no futuro dos próprios filhos, netos, de toda uma geração que está por vir. Triste egocentrismo... Estamos aqui só de passagem!
Outro dia na aula de sociologia, meu professor disse uma frase muito sábia: "A única coisa que realmente nos pertence é a vida. Devemos cuidar dela e não destruí-la, o restante é supérfluo".
As pessoas não prezam pela própria vida, não possuem respeito nenhum com o próximo nem com elas mesmas. Tento imaginar o futuro se continuar assim... Não haverá futuro.
Fico por aqui com a minha revolta. Farei um check-up depois para saber se não adquiri nenhuma doença naquele aguaceiro todo. Vai que... Leptospirose... Nunca se sabe, né?! Melhor pensar positivo!
Beijos'

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Não entendo...

Não compreendo o que se passa na minha cabeça quando estou prestes a atravessar a rua. Acho que meu sub-consciente é suicida. Vejo que os carros estão passando e obviamente paro, mas alguma coisa acontece e decido correr na frente dos veículos... Espero os carros se aproximarem para surgir feito uma louca na frente deles, correndo. Não entendo! É como se minha mente apagasse completamente e um surto psicótico me dominasse... Tenho medo de mim.
É engraçado como temos tanta afinidade com algumas pessoas, conversamos, nos consolamos, brigamos, damos risadas, partilhamos momentos importantes da nossa vida, somos realmente amigos um do outro e depois tudo morre, acaba...
Sinto falta das minhas antigas amizades. Parece que foi em uma outra vida que as conheci. Mudei de cidade e perdi o contato. Depois mudei de escola e mais uma vez afastei-me de minhas amigas. Hoje as encontro na rua e é tão estranho... nem parece que um dia tivemos a amizade uma da outra. Por que isso?! Por que mudar tanto?! Não entendo... Prefiro pensar que foram pessoas importantes numa fase da minha vida, e por algum motivo resolvemos nos afastar, apesar de não concordar com a distância que acabou havendo. Talvez a amizade não era mesmo amizade, não era verdadeira, sólida o bastante... Mas todo fim é triste, eu acho...
Bom, fico por aqui... Estou morrendo de sono, nem sei mais o que estou pensando e se estou pensando... Sensação estranha. Só eu mesmo...
Bjos'

domingo, 3 de outubro de 2010

Sobre os perueiros

Acordei com a minha mãe pedindo-me ajuda sobre quem votar para deputado estadual e federal. Em nenhum dia assisti ao horário eleitoral. A tv fica na sala e eu só ouvia do meu quarto aquele bando de gente falando e falando e cheguei a conclusão que nenhum deles irá mudar o país ( para melhor ). Espero estar errada. Tomara que quem assuma o poder faça o que prometeu, além de ficar aumentando os números de sua conta bancária. Tento ser positiva, mas às vezes é difícil...
Hoje é um daqueles dias em que o céu está cinza, o frio está fazendo minha cabeça doer, eu nem queria ter levantado da cama, só penso em comer e assistir filmes.
Enquanto assistia Epidemia (1995), almocei, comi uns três pedaços de bolo de chocolate e 2 barras de chocolate. Se eu continuar assim, meu fim estará bem mais próximo do que imagino...
O que deixa-me realmente chateada é com a minha volta para casa... Tenho que pegar o metrô lotado, mas o que problema não é esse. É a perua em que entro depois... "Um passinho para trás por favor", "Ô Pessoal, quem for entrando, por favor, ocupe o final do corredor", "Mais pra trás, mais pra trás"... É o que eu ouço todos os dias. Em uma lotação que só cabem 48 pessoas, os perueiros querem colocar 68. Todo mundo apertado, dividindo um espaço mínimo e eles realmente acham que estão fazendo um favor para a população.
Sexta-feira estava na fila e a minha mãe me ligou. Todas as pessoas na minha frente foram entrando na perua e eu esperei terminar de falar com ela para entrar também. Quando ia colocando o meu pé no degrau, aquele perueiro mal amado, de meia idade, que está ficando careca, impediu minha entrada dizendo que eu teria que ir para o final da fila. Argumentei, falei que estava na fila, mas ele disse que não tinha me visto, que eu teria que voltar de qualquer jeito. Ódio! Com fome, frio, cansaço, tive que voltar para o final da fila só porque ele não me viu! Bizarro! É cada coisa que tenho que aturar...
Bom, é isso, vou colocar uma meia agora, meu pé está congelando...
Beijos'