domingo, 3 de outubro de 2010

Sobre os perueiros

Acordei com a minha mãe pedindo-me ajuda sobre quem votar para deputado estadual e federal. Em nenhum dia assisti ao horário eleitoral. A tv fica na sala e eu só ouvia do meu quarto aquele bando de gente falando e falando e cheguei a conclusão que nenhum deles irá mudar o país ( para melhor ). Espero estar errada. Tomara que quem assuma o poder faça o que prometeu, além de ficar aumentando os números de sua conta bancária. Tento ser positiva, mas às vezes é difícil...
Hoje é um daqueles dias em que o céu está cinza, o frio está fazendo minha cabeça doer, eu nem queria ter levantado da cama, só penso em comer e assistir filmes.
Enquanto assistia Epidemia (1995), almocei, comi uns três pedaços de bolo de chocolate e 2 barras de chocolate. Se eu continuar assim, meu fim estará bem mais próximo do que imagino...
O que deixa-me realmente chateada é com a minha volta para casa... Tenho que pegar o metrô lotado, mas o que problema não é esse. É a perua em que entro depois... "Um passinho para trás por favor", "Ô Pessoal, quem for entrando, por favor, ocupe o final do corredor", "Mais pra trás, mais pra trás"... É o que eu ouço todos os dias. Em uma lotação que só cabem 48 pessoas, os perueiros querem colocar 68. Todo mundo apertado, dividindo um espaço mínimo e eles realmente acham que estão fazendo um favor para a população.
Sexta-feira estava na fila e a minha mãe me ligou. Todas as pessoas na minha frente foram entrando na perua e eu esperei terminar de falar com ela para entrar também. Quando ia colocando o meu pé no degrau, aquele perueiro mal amado, de meia idade, que está ficando careca, impediu minha entrada dizendo que eu teria que ir para o final da fila. Argumentei, falei que estava na fila, mas ele disse que não tinha me visto, que eu teria que voltar de qualquer jeito. Ódio! Com fome, frio, cansaço, tive que voltar para o final da fila só porque ele não me viu! Bizarro! É cada coisa que tenho que aturar...
Bom, é isso, vou colocar uma meia agora, meu pé está congelando...
Beijos'

sábado, 2 de outubro de 2010

Sobre mim...

Meu nome é Quézia, tenho 17 anos, estou no 2º ano do ensino médio e faço técnico em Logística.

Tenho uma mãe maravilhosa, ela é minha melhor amiga e uma irmã chatinha, mas que sabe ser muito legal quando quer...

Adoro meus amigos! Com eles esqueço dos problemas e a vida fica mais leve.

Serei pediatra em alguns anos. Gosto muito de crianças! Elas me animam, volto a ser criança por uns momentos...

Estou passando por uma fase um pouco difícil, tentando esquecer a pessoa por quem sou apaixonada, meu ex-namorado.

Alguns amigos dizem-me que viverei isso por muitas vezes. Levarei muitos foras, darei muitos foras... Mas eu não quero isso. Quando essa dor passar, quero que seja para sempre. Sentir isso eu não quero mais, nem desejo a ninguém.

Ele tinha me pedido um tempo. Disse que estava em dúvida quanto aos sentimentos dele. Ouvi muita gente dizer que tempo não existe. No fundo eu sabia, mas preferi me alimentar de esperança, tentei não pensar no fim. Dias depois ele me ligou e terminou comigo. Falou que o que sentia por mim era amizade, que tinha confundido tudo, que podíamos ser amigos, sair como amigos. Não aceitei a amizade. Seria hipocrisia da minha parte sair com quem amo e ter que agir como amiga, como se nada tivesse acontecido entre nós. Não consigo fingir. Não queria parar de vê-lo, mas é o único jeito de tentar esquecer.

O que me deixa chateada de verdade é o fato dele ter confundido amizade com amor, de nunca ter sentido o que dizia sentir e ter terminado pelo telefone. É muita falta de consideração e um pouco de frieza até. Dizia que me amava olhando nos meus olhos e falava de como estava feliz só de ouvir minha voz. Me sinto uma imbecil, trouxa, ridícula e idiota. Enganada. Tenho muito o que aprender.

Fiquei triste, chorei bastante. Recupero-me aos poucos. Minha mãe me presenteou com alguns livros na tentativa de que eu ocupasse minha mente e ficasse mais alegre. Aconselhou-me até a procurar um psicólogo...rsrs. Preferi o blog ao psicólogo. É uma forma de me comunicar com mais pessoas, gente que já teve experiências parecidas com as minhas, falar sobre meu dia-a-dia, minha vida pacata nessa cidade agitada, nesse mundo louco.

É isso... Compartilharei tudo o que minha cabeça pensa, o que meu coração sente!...

Beijos'