quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

É desumano...

Estava lembrando do dia em que saí com uma amiga e um mendigo nos parou na praça da Sé para pedir um pouco do salgadinho que segurávamos. O pacote só tinha farelo... Ele aceitou mesmo assim e ficou todo feliz,  sorrio e agradeceu...
Fiquei pensando nesse episódio e bateu uma tristeza... É horrível pensar que muita gente não tem o que comer, onde morar e nem o que vestir direito. Penso em quando isso vai acabar e se vai acabar um dia.
Tanta gente fútil, arrogante, egocêntrica por aí, que não dão valor as coisas que tem, enquanto outros  ficam felizes ao receber apenas, migalhas...
Tem muita gente também que adora ver a dor do outro. Parece se divertir, como se fosse uma grande realização. Enquanto não vê aquela pessoa infeliz, ela não está contente. Como pode isso?!
Se cada pessoa ajudasse outra, o mundo seria muito melhor. Se não existisse tantos desonestos, tanta roubalheira do governo, se as pessoas estivessem realmente empenhadas em ajudar, em melhorar essa situação triste do país e, não só do país, como do mundo também, com certeza não existiria tantos infelizes jogados a margem da sociedade como existe hoje.
Fico por aqui...
Beijos'

domingo, 23 de janeiro de 2011

Em constante mudança

Comecinho de ano... É como se ainda estivesse acordando de um sono pesado depois de um longo e cansativo dia de trabalho. O primeiro mês do ano é sempre esperançoso, preguiçoso, cauteloso e inspirador para mim... É quando eu traço todos os planos do ano, penso em todas as coisas boas que eu quero que aconteça... Talvez seja o encontro da garota indecisa, medrosa e tantos outros adjetivos não tão legais assim, em encontro com a  garota decidida, destemida, e mais outros tantos adjetivos positivos.
Creio que somos sensações, sentimentos e emoções, tudo junto, e as vezes não conseguimos controlá-los. Temos partes de nós mesmos perdidas por aí, que a gente nem sabe que existe. Temos aquelas que conhecemos e gostamos, aquelas que conhecemos e não gostamos e essas, que estão perdidas por aí, e sempre que encontramos ou passamos a conhecê-las melhor, dependendo da ''parte'' encontrada, a gente cresce, amadurece, nos transformamos em algo melhor, que antes não sabíamos que existia. Acho que essas partes da gente sempre existiram dentro de nós, só não tinham aflorado ainda. Digo isso porque é incrível o processo de transformação de pessoas que estão sofrendo muito por algum motivo, revoltadas com alguma coisa, iradas mesmo, com tudo dando errado e o mundo desabando em cima de suas cabeças, levando-as para um buraco negro, quando de repente... Bum! Tudo muda... Ou por ouvir uma frase confortante ou escutar uma música, ou ler um livro, ver um amigo, ou até mesmo um filme, essa pessoa decide mudar. Com motivos para chorar, se trancar no quarto, achar que é a vítima, que nada está dando certo, privando-se da vida, ela encontra forças para seguir em frente, para viver, para aprender com os erros e a dor a ser uma pessoa melhor e mais forte. 
Tenho orgulho e admiração dessas pessoas e tento ser como elas... Encontrando as minhas partes melhores e crescendo como pessoa.
Por mais que façamos planos, muita coisa pode dar errado até chegarmos onde queremos, só não podemos deixar que se perca a vontade de fazer planos e mais planos para atingir nosso objetivo, nossa vitória, nosso verdadeiro sonho, pois o mais legal antes do sonho realizado é o que a gente fez para chegar até ele, ver que não desistimos e insistimos, acreditamos em nós mesmos... Isso com certeza, é o mais bacana!
O que tem me feito refletir bastante sobre a vida é o livro que estou lendo, " Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, que com muita sabedoria, está me fazendo parar, pensar e pensar ainda mais sobre a humanidade. Tem um trecho atrás do livro que eu gostei bastante, que diz: Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, face à pressão dos tempos e ao que se perdeu - "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que nós somos".
Somos uma coisa que não tem nome... Talvez porque não somos uma coisa só, um elemento preenchido ou não e ponto final... Somos a constante mudança, o aprimoramento. Não podemos ser definidos, pois não se define o que não se conhece por inteiro, e essa definição talvez, nunca aconteça.

Fico por aqui, com meus pensamentos, confabulando comigo mesma. Não sei se esse post tem algum sentido, mas... depois de tanto tempo sem parar para por minhas idéias para fora, foi bom escrever.
Beijos'



 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Expectativas

Engraçado como em todo final de ano sempre bate aquela sensação meio chata. Lembro do que aconteceu no decorrer do ano, coisas que fiz, que deixei de fazer... mas também mentalizo coisas boas, tento ser otimista para que o novo ano seja muito melhor.

Estou uma pilha de nervos! Com pouca paciência, me estressando muito fácil, com coisas pequenas... Não estou saindo muito, fico em casa a maior parte do meu tempo, talvez seja esse o motivo. Também tem a escola, o curso, vestibular no final do ano... Fico pensando muito nisso. Quero entrar numa boa faculdade em 2012 e por mais que eu tente pensar no melhor, sempre aparece aquele anjinho mal, criando dúvida na minha cabeça: ''Será que você consegue''?!, ''E se você não conseguir esse ano''?! Ah! Mistura de sentimentos e sensações... explosões na minha cabeça... não só na cabeça, com meus atos também.
Tenho muitas expectativas para esse ano! Com certeza será um bom ano. Precisa ser um bom ano!...
01/01/2011... Que 2011 seja um ano maravilhoso para todos nós!


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Olhos vazios e a Bienal







Às vezes eu ando sem observar nada. Esvazio meus olhos e saio andando... Sei aonde vou e o que vou fazer, mas é como se por alguns minutos minha mente se desligasse de tudo que está a minha volta. Eu não presto atenção nas pessoas, nos carros que estão passando, em absolutamente nada. Fico só imaginando coisas, recordando alguns momentos... Entro em transe, e tudo se torna tão inofensivo... Não sinto medo nenhum. Uma força toma conta de mim e sinto-me grande, destemida, pronta para vencer qualquer obstáculo, conseguir qualquer coisa que eu queira. Quando desperto, volto a ser eu, com meus medos, meus sentimentos guardados, recolhidos, meu tédio!...

Sexta-feira, dia 10/12, saí com minha amiga. Fomos ao Ibirapuera, ver a Bienal. Chegamos na Av. Paulista e ao invés de descermos a Brigadeiro Luís Antônio, andamos reto... Paramos nas Clínicas, quando desconfiamos que estávamos no caminho errado.
Foi cansativo. O sol estava forte e levamos mais de uma hora para chegar ao nosso destino, mas a recompensa foi ótima! O banho de arte e cultura que tivemos foi maravilhoso! Um lugar incrível, cheio de obras interessantíssimas, que me fez parar e refletir sobre a sociedade, a política, a fé.
O guia que nos acompanhou era muito inteligente e bonito também, confesso. O olhar tímido dele era muito fofo, lembrou-me um olhar em particular...
Quando já íamos sair do parque, um Argentino perguntou as horas pra gente. Respondi e pedi para que ele tirasse uma foto da minha amiga e eu, abraçando uma árvore. Ele foi educado, perguntou nossos nomes, apresentou-se e quando minha amiga perguntou de onde ele era, ele hesitou em responder, como se fosse algo de outro mundo. Baixinho, disse: "Buenos Aires, vocês tem alguma coisa contra? É que muita gente não gosta..."
Eu respondi rindo: "Não, só quando joga com o Brasil!"
Ele sorrio e comentei sobre a minha amiga, que teria ido com a gente se não estivesse gripada. O hermano foi gentil, desejou melhoras para ela e perguntou se podia caminhar conosco. Já era tarde pra nós, estávamos indo embora, então, nos despedimos e saímos.
Foi um dia muito bom, só faltou a Becca pra rir com a gente.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Recuperação. Nunca tinha precisado de recuperação para passar de ano, e agora... fiquei com duas matérias pendentes: matemática e desenho geométrico. Nunca fui muito boa com cálculos, sou meio burrinha pra isso, mas nesse bimestre cometi absurdos nas provas...

Sábado, fui com minha amiga ao teatro assistir à peça: "Eu sei que vou te amar", na qual ele contracenou. Senti um certo frio na barriga, afinal, foi a primeira vez que o vi depois de 4 meses. Gostei da peça. Falava sobre separações de casais, -meio irônico, né?!-, um jogando na cara do outro os problemas conjugais que os levaram a separação e os extra-conjugais também. Foi interessante!...
Chegamos meio atrasadas, bem em cima da hora, e sentamos na fileira da frente. Em um momento na peça ele se sentou na minha frente, mas não consegui encará-lo, meus olhos fugiram. Sinceramente, não sei se me viu, não tenho certeza.
Queria ter parabenizado ele pela atuação, mas não tive coragem. Fiquei imaginando dar um abraço nele e em como ele reagiria... Acho que pensaria que eu sou maluca. Não sei se seria uma boa idéia, não sei se ele gostaria. Saí de lá tentando fugir, tentando não esbarrar com ele na saída, mas ainda assim, queria que tivesse me visto e vindo até mim, me cumprimentar, bastaria um ''Oi''... queria, mas não esperei que isso acontecesse.
Sensação estranha depois disso... eu e minhas sensações! Qualquer dia enlouqueço de vez.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Afetada

É... férias! Pelo menos no curso...
Fechamos o semestre no curso com um seminário sobre Plano de Negócios... Ôh coisinha chata e complicada de fazer! Tive até dor de cabeça, mas como dizia Pessoa: "Tudo vale apena se a alma não é pequena".

Acordei com terçol... Esse ano pela primeira vez tive conjuntivite e foi horrível! Acordar com os olhos fechados é tão estranho, agoniante... e agora isso! Estou parecendo aqueles cachorros que tem os olhos caídos, os Neapolitan Mastiff, e, ao mesmo tempo o Will Smith em ''Hitch'', quando a alergia dele aparece. É, estou mais linda que nunca!


sábado, 27 de novembro de 2010

Minha consciência?!

É engraçado cumprimentar pessoas com quem não temos muito contato. Eu pelo menos acho engraçado... e constrangedor também.
Chego para dar um abraço de leve numa pessoa e sinto que ela me puxa, mas mantenho uma distância considerável. Sei lá por que mudo de idéia logo no final do abraço, aí sou eu quem puxa a pessoa mais pra perto... Fica aquele abraço mal dado, meio forçado. Eu não me entendo. Talvez seja um pouco do meu lado anti-social, lutando com o meu lado simpática.

Essa semana houve uma mudança em meu interior. Uma pequena mudança...
Não estava muito bem, coisas da natureza feminina e... um acontecimento meio desagradável fez com que eu ficasse chateada. Quando cheguei em casa, desabei de vez. Foi só pensar naquela pessoa e ... Puft, desmoronei!
Liguei para a mamis, soluçando de tanto chorar. Ela como sempre, falou comigo com aquela voz calma, paciente, atenciosa. Disse-me tantas coisas boas... falou com o meu coração e acho que a minha cabeça resolveu escutá-la. Fiquei mais leve depois da nossa conversa e resolvi dar uma chance a mim mesma. Continuar pensando em quem não pensa, nem sente o mesmo pela gente, não vale a pena. Sempre sabemos que não vale a pena... o difícil é tirá-la da nossa cabeça.
Ele já não está tão presente nos meus pensamentos...
Glória! Estou me curando...