sábado, 27 de novembro de 2010

Minha consciência?!

É engraçado cumprimentar pessoas com quem não temos muito contato. Eu pelo menos acho engraçado... e constrangedor também.
Chego para dar um abraço de leve numa pessoa e sinto que ela me puxa, mas mantenho uma distância considerável. Sei lá por que mudo de idéia logo no final do abraço, aí sou eu quem puxa a pessoa mais pra perto... Fica aquele abraço mal dado, meio forçado. Eu não me entendo. Talvez seja um pouco do meu lado anti-social, lutando com o meu lado simpática.

Essa semana houve uma mudança em meu interior. Uma pequena mudança...
Não estava muito bem, coisas da natureza feminina e... um acontecimento meio desagradável fez com que eu ficasse chateada. Quando cheguei em casa, desabei de vez. Foi só pensar naquela pessoa e ... Puft, desmoronei!
Liguei para a mamis, soluçando de tanto chorar. Ela como sempre, falou comigo com aquela voz calma, paciente, atenciosa. Disse-me tantas coisas boas... falou com o meu coração e acho que a minha cabeça resolveu escutá-la. Fiquei mais leve depois da nossa conversa e resolvi dar uma chance a mim mesma. Continuar pensando em quem não pensa, nem sente o mesmo pela gente, não vale a pena. Sempre sabemos que não vale a pena... o difícil é tirá-la da nossa cabeça.
Ele já não está tão presente nos meus pensamentos...
Glória! Estou me curando...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Não pára...

(...) Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha no palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer (...)

O Tempo não pára... Essa música do Cazuza me faz pensar em tanta coisa!...
Meses, semanas, dias, horas, minutos... Surpreendo-me como tudo passa tão rápido.

Meus dias estão monótonos, sem cor... Sinto falta de me sentir viva, preciso me distrair. Aprender uma dança ou a tocar algum instrumento seria bom... Tenho que fazer algo diferente, trazer de novo entusiasmo, alegria, novidade para minha pacata vida. Morro de saudade de mim mesma, estou perdida! Talvez seja o cansaço da escola e do curso. Tantos trabalhos para apresentar, algumas provas para fazer... a cabeça à mil!
Fico mais leve quando estou com meus amigos. Os problemas saem um pouco da cabeça, dou risada, falo besteira... Engraçado como eles conseguem fazer isso.
Tímida, um pouco na minha, não me aproximo muito das pessoas até que tenha certeza de que elas querem mesmo a minha companhia. Sou um pouco anti-social e muito bipolar, mas mesmo assim, sempre que saio encontro pelo menos uma pessoa para falar sobre o mundo, sobre os preços dos alimentos que não param de aumentar ou qualquer coisa que surja na minha cabeça, trocando idéias bizarras, divertidas... rs.

Ele... ainda me pergunto se ele não sente a minha falta. Triste pensar que não signifiquei nada para ele e que os poucos momentos que passamos juntos já foram esquecidos... Como assim?! Como pode ele se esquecer de tudo e eu ter que conviver com toda essa saudade, essas lembranças dentro do meu peito?! Não é justo! Por quê tudo tem que ter um fim?! Por quê o ponto final?! Prefiro as reticências. Queria que não tivesse acabado...
Eu sou mesmo patética.




sábado, 13 de novembro de 2010

Mais que a mim *.*

(...) Me conformo fácil, pronto é isso! Se você disser que a árvore é verde, e eu retrucar dizendo que é marrom, e você voltar a dizer que é verde, eu vou dizer que é verde. Se você disser que me ama, eu não vou acreditar, mas se disser duas vezes, mesmo que dá boca para fora, eu acredito, acredito.
Sou sonhador, sofredor, deve ter alguma coisa bem bonita reservada para mim...
Impossibilidade é quase um segundo nome para mim, tristeza é sinônimo, felicidade é antônimo.
Estão todos olhando a moça passar. Falam de seu corpo, comentam seu mistério, disputam sua atenção. Mas se a moça olha, mudam de assunto, se a moça pede ajuda, ninguém escuta e se quiser companhia - coitada da moça! - vai continuar só. É assunto na academia, atrai olhares no trabalho e quando sai de noite também. Mas ela dorme sozinha e tem um vazio no peito que ninguém tem vontade de ocupar. A Menina tem um coração pesado que ninguém quer carregar.

Quem olha de longe não percebe e quem não se aproximar nunca vai saber: a Menina gosta livros e Jazz, queria saber dançar, troca uma balada pra assitir a Orquestra, gosta de andar até as pernas reclamarem, tem preguiça de filme cult e vê pequenos detalhes onde os outros enxergam cotidiano. E, acima de tudo, está cansada de tanto assustar e afastar as pessoas, cansada de esperar vidas se resolverem por uma promessa de futuro e ficar pra trás mais uma vez.

Quem vai cuidar da Menina triste? Quem vai levar de prêmio seu amor? Quem tem coragem de assumir o desafio e o coração pesado? Apostem suas moedas, esperem o próximo capítulo. Enquanto isso, a Menina também espera, e esperar dói.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Imprevisível

Cansaço... Semana de provas, calor excessivo, alguns estresses, o ano acabando, a vida acontecendo... e eu aqui, com medo de como ela vai acontecer, de como tudo vai ser, construindo meu futuro, vivendo o meu presente.
Aos 6 anos eu queria ser modelo, não pensava em outra coisa. Aos 10 eu percebi que estava crescendo e fiz uma promessa a mim mesma: seria como Peter Pan, nunca cresceria, brincaria eternamente. Hoje, aos 17 dou risada das coisas que eu imaginava, do que eu queria. Como as coisas mudam... é tão engraçado! No início do ano nem imaginava que tudo seria como foi e como está sendo. Me aproximei mais dos meus amigos, fiz amigos, fiquei feliz, dava vontade de sair pela rua oferecendo abraços grátis, depois sofri... Que graça teria se eu imaginasse como tudo iria ser?!
Muitas vezes não temos o controle da nossa própria vida. Pensamos que temos, mas não temos. Dependemos de outras pessoas para quase tudo. As vezes temos que nos "enquadrar ao sistema", abaixar a cabeça e nos submeter a uma ordem, regra, decisão... É ruim quando alguma coisa não sai como queríamos ou quando precisamos fazer o que não é da nossa vontade.
Tenho medo de não conseguir tudo o que eu quero, tenho medo de acabar não vivendo... Medo de nunca ser amada. Medo de chegar aos 40 e ver que a minha vida está uma droga e que eu não fiz nada.
Minha vida está começando agora e dá medo... Os próximos anos serão os mais diferentes de todos, acredito eu, pois uma nova fase iniciará. Vestibular, faculdade, emprego, profissão, carreira...
Crescer dá medo, o desconhecido me assusta.

terça-feira, 2 de novembro de 2010





Um dos meus passatempos preferidos, apesar de ser esquisito, é ler frases de xícaras... Tenho essa como minha favorita: "Um lugar bonito, amigos ao lado, um ipê florido, um chá gelado... Ser feliz é ou não é bem possível?"